ESPAÑA

Tres de cada cuatro monumentos de Granada, atacados por los grafiteros


Las pintadas forman parte de la estética de la catedral y otros lugares históricos de la ciudad. Y hasta el turismo se resiente

 El vandalismo campa a sus anchas en Granada.Tres de cada cuatro monumentos de la ciudad sufren o han sufrido las incívicas pintadas. No se salvan ni las paredes de la catedral, donde han aparecido nuevamente graffitis sin contemplaciones, pese a que fueron recientem

Aunque afectan a más de 45 monumentos, solo tres lo han denunciado. La ermita de san Miguel, castigada igual que los muros de la Iglesia de Santa Ana.

Hasta el turismo se resiente por el mal estado de los monumentos históricos de la ciudad andaluza. Y, a pesar de que las sanciones pueden llegar hasta los 3.000 euros si logran identificar a los grafiteros, el año pasado solo tres personas fueron multadas por este delito contra el patrimonio público.

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Cultura


O cânone dinamarquês falhou


06.03.2011
Há cinco anos, o Governo dinamarquês estabeleceu a lista das obras destinadas a definir o que é a cultura nacional face à imigração e à globalização. Hoje, constata a imprensa, esse cânone cultural está um pouco esquecido.

Desde janeiro de 2006 que os dinamarqueses têm um cânone. Um cânone cultural estabelecido pelo Governo liberal-conservador para afirmar e dar a conhecer o património cultural nacional. Literatura, cinema, música, teatro, arquitetura, design, belas-artes e artes para as crianças: foram selecionadas 108 obras, por várias comissões criadas pelo ministro da Cultura da época, Brian Mikkelsen. Entre elas estão A Pequena Sereia, romances de Karen Blixen, o filme Os Idiotas, de Lars von Trier, o Lego, os barcos vikings e, até, o Pato Donald, que foi imaginado por um dinamarquês.

Depois de ter lançado o cânone sob a forma de um livro que descreve todas estas obras, Brian Mikkelsen afirmou que esta iniciativa fazia parte de uma luta contra as tendências antidemocráticas de certos meios da imigração muçulmana.

Pressão da indústria de entretenimento
Cinco anos depois, o grande debate que acompanhou esta operação caiu quase no esquecimento. “Se o lançamento do cânone cultural foi um dia importante”, sublinha o Berlingske, “não foi por causa do conteúdo do cânone, mas porque um Governo não socialista ousou fazer aquilo que, durante muitas décadas, não era de bom-tom: dizer alto e bom som que algumas coisas são melhores do que outras. Assinala que, apesar de sermos um país moderno num mundo globalizado, temos muitos méritos enquanto nação, e que temos o direito de nos orgulharmos deles. Sem nos arriscarmos a um rótulo de chauvinismo ou de romantismo nacional”.

De facto, escreve o diário, “já não é tabu pensar em termos de cânone”. Hoje, no entanto, “é muito provável que o cânone cultural não seja nem muito lido nem muito usado. Contudo, é difícil medir os seus efeitos. Mas é uma oferta e não uma exigência. E, atualmente, simboliza a nova época em que voltámos a ousar não termos vergonha de nós próprios, e em que é novamente aceite fazer a distinção entre o bom e o menos bom”.

“O facto de a população do país ter a possibilidade de estudar as obras nacionais mais importantes não é nem nacionalista nem uma obrigação estatal. É bom senso”, considera, por seu lado, o Kristeligt Dagblad. O diário protestante acrescenta que “nos cinco anos que passaram desde o lançamento do cânone, a pressão da indústria de entretenimento reforçou-se, e as tendências fator-X [programas em que pessoas comuns podem tornar-se estrelas] multiplicaram-se. Para lutar contra isto, o cânone não é a pior das armas de que nos podemos servir”.

Reforçada a noção de ameaça
Afirmar o “dinamarquês”, quando a imigração suscita tensões e o Governo só tem a maioria no Parlamento porque é apoiado pela extrema-direita, continua a ser um assunto polémico. No Politiken, a cronista Rushy Rashid dirige-se diretamente a Brian Mikkelsen, atualmente ministro da Economia e do Trabalho: “O combate cultural e de valores que tentou levar a cabo com o seu cânone cultural teve como efeito o agravamento da distância [entre dinamarqueses e não dinamarqueses] e o reforço das imagens de ameaça e de inimigos na nossa sociedade”.

“Porque é que continuamos a discutir se somos ou não uma sociedade multicultural? Porque não o constatamos, simplesmente, nos nossos atos?”, interroga-se a jornalista. Para Rushy Rashid, a Dinamarca deveria seguir o exemplo da Grã-Bretanha, da Suécia ou da França, onde as pessoas se orgulham da romancista Zadie Smith, nascida de mãe jamaicana, do romancista Jonas Hassen Khemiri, cujo pai era tunisino, da ilustradora de origem iraniana Marjane Satrapi.
Presseurop
Bélgica

Um Governo, para quê?


Maarten Goethals , Bruxelas
06.03.2011


Os belgas provaram-no: um país pode tranquilamente continuar a existir sem Executivo, oito meses após as eleições. Um Governo só de gestão dos assuntos correntes apresenta mesmo inúmeras vantagens, considera De Standaard.


Não apenas conseguimos, finalmente, ser campeões do mundo de qualquer coisinha, como, graças ao primeiro-ministro demissionário Yves Leterme e ao seu Governo interino, responsável pelos assuntos correntes, a Bélgica está até a tirar proveito desta crise política.

A grande vantagem de um Governo cujas atribuições são limitadas é o rigor da política orçamental, dita de "duodécimos": enquanto um orçamento anual não for aprovado, os ministros recebem todos os meses apenas um duodécimo do que lhes foi atribuído no ano anterior. Na prática, isso permite fazer economias, porque os ministros não estão autorizados a tomar "novas iniciativas". Em tempos de precariedade orçamental, a proibição de agir é o melhor que pode acontecer a este país.

Os ministros encarregaram-se de tudo com entusiasmo

Os organismos da Função Pública também se aproveitam da situação. No plano da imagem, por exemplo. Quem, senão eles, tem mantido o país em funcionamento? Quem continuou fiel no seu posto, a garantir o bom funcionamento do sistema e a continuidade da prestação dos serviços? Os funcionários públicos, evidentemente. Pessoas bafientas e fastidiosas? Pelo contrário: guardiões do país e da prosperidade! A Função Pública foi mesmo mais longe. Nos últimos meses, aproveitou por pôr em prática, com celeridade, o que era necessário e que andava a aguardar a fraca prioridade atribuída aos pequenos projetos políticos. Foi o caso do desenvolvimento dos processos de reformas individuais por via eletrónica.

O Governo demissionário e os serviços públicos também marcaram pontos ao presidir com êxito à União Europeia [de julho a dezembro de 2010]. Isso permitiu-nos lustrar o nosso brasão na cena internacional, tanto mais que os ministros federais responsáveis pelos assuntos correntes dispunham de todo o tempo necessário. Preparar comissões? Redigir documentos de trabalho? Fazer lóbi? Prever um bom bufete para diversas reuniões? Os ministros encarregaram-se de tudo. E com muito entusiasmo. Ao ponto de, desde então, alguns deles sofrerem mesmo de uma espécie de "depressão pós-presidência".

Que fazer se um diplomata nos visitar?

Contudo, um governo responsável pelos assuntos correntes tem também inconvenientes. E muitos. Em primeiro lugar, a política de nomeações está totalmente parada. No conjunto de todos os organismos da Administração Pública, há 300 promoções e nomeações que estão suspensas. Frequentemente, essas pessoas têm de fazer o trabalho, sem estar a ser pagas em conformidade com o que lhes havia sido acenado. Para além disso, há dezenas de cargos de alta responsabilidade que estão vazios. Se os três gestores da SNCB [os caminhos de ferro belgas] já tivessem sido nomeados, os comboios chegariam (talvez) a horas hoje. Além disso, a reforma de alguns organismos está suspensa, como é o caso do Serviço Público Federal das Finanças.

Os serviços públicos também sofrem com o sistema de "assuntos correntes": o Ministério do Interior espera que não haja um grave incêndio, porque os bombeiros há anos que estão em ebulição, para obterem um melhor estatuto. O ministro do Interior tinha já chegado a um consenso sobre esta questão, mas o Governo caiu alguns dias antes da assinatura.

Em matéria de Negócios Estrangeiros, fazem-se figas para que o Sul do Sudão não seja imediatamente reconhecido como Estado soberano. Um Governo de gestão dos assuntos correntes não pode criar relações diplomáticas, pelo que o reconhecimento desse Estado poderia revelar-se muito embaraçoso. O que fazer, por exemplo, se um diplomata nos visitar? É impossível recebê-lo, porque isso pressuporia assumir um reconhecimento oficial. Deixamo-lo, então, à porta?

presseurope

Naciones Unidas inaugura la primera agencia dedicada
a la mujer


La organización fue creada  para consolidar cuatro organismos dedicados al progreso y contra el machismo


Yolanda Monge, Washington
25/02/2011

La sede de Naciones Unidas en Nueva York se visitó anoche de largo para una inauguración histórica, la de la nueva organización ONU Mujeres. La infanta Doña Cristina, en calidad de presidenta del Instituto de Salud de Barcelona, asistió al nacimiento del nuevo organismo. Al frente de la Entidad de Naciones Unidas para la Igualdad de Género de las Mujeres, que aglutina a cuatro órganos de la ONU ya existentes, está la expresidenta de Chile Michelle Bachelet (foto) , que arrancó aplausos con su intervención en la ceremonia al recordar su trayectoria: "Mi propia experiencia me ha demostrado que no hay límites a lo que puede conseguir una mujer", dijo.

En la gala intervino también el secretario general de la ONU, Ban Ki-moon, que prometió ayudar a la nueva agencia de "todas las formas que pueda y con cada onza de energía y compromiso". La infanta Cristina, por su parte, instó en su intervención a concebir las inversiones en el desarrollo de la mujer como beneficios para sus familias, comunidades y países, ya que, según señaló, la mujer es "un agente clave de cambio" para la sociedad.

Bachelet calentaba motores un día antes de la inauguración al pronunciar un discurso en una cumbre sobre mujeres celebrada en la sede de Naciones Unidas -llamada Comisión sobre el Estatus de las Mujeres y que durará hasta el 4 de marzo-

Para la primera mujer en llegar a la presidencia de Chile, en el mundo hay demasiadas mujeres que son víctima del tráfico de personas, que son obligadas a abandonar sus estudios y casarse pronto y en ocasiones en contra de su voluntad. Todas ellas carecen de leyes que las protejan.

"La desigualdad entre el hombre y la mujer y la discriminación impiden avanzar en el desarrollo, la paz, la seguridad, y el cumplimiento de los derechos humanos", dijo Bachelet durante la cumbre, que este año tocará temas como el acceso de las niñas a la educación y la erradicación de la violencia y discriminación contra las más pequeñas. La primera directora ejecutiva de ONU Mujeres ha prometido enfocar su trabajo en aumentar la voz de la mujer en los sectores de liderazgo y luchar por poner fin a la violencia contra las mujeres.

La agencia ONU Mujeres fue creada en junio del 2010 por el secretario general de Naciones Unidas, Ban Ki Moon, para consolidar cuatro organismos de la ONU dedicados al progreso y bienestar de la mujer, pero la organización inició su trabajo en enero. Bachelet dijo que la agencia aún está contratando personal y analizando sus recursos.

Los Estados miembros de la ONU acordaron de manera unánime crear la nueva organización en respuesta a las constantes demandas de las activistas por los derechos de las mujeres. Una de las críticas que ya se hacen a ONU Mujeres es que algunos de los países que componen la organización son precisamente Estados que no respetan los derechos de las mujeres.

Bachelet finalizó en marzo del año pasado su mandato presidencial en Chile con uno de los índices de popularidad más altos de la historia del país. La defensa de los derechos de las mujeres fue uno de los temas por los que luchó durante su presidencia. ONU informa que la nueva organización trabajará con un presupuesto inicial de 500 millones de dólares anuales y pidió que las naciones que apoyaron su creación se comprometan a invertir más.
Foto - El secretario general investe Bachellet - AFP
La nueva agencia integra en una única entidad a organismos especializados como el Fondo de la ONU para el Desarrollo de la Mujer (Unifem), la División de la ONU para el Avance de la Mujer y el Instituto Internacional de Investigaciones y Capacitación para la Promoción de la Mujer, así como de la Oficina del Asesor Especial en Asuntos de Género.

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El secreto de la crueldad

La finlandesa Sofi Oksanen conquista con Purga el Premio Europeo a la Mejor Novela


Winston Manrique Sabogal
01/03/2011
Foto - by Sigrid Nygaard

Sofi Oksanen ha ganado con su novela Purga los principales premios europeos. Un mosaico humano y político sobre el pasado de Estonia bajo la ocupación nazi y la tiranía soviética. Un thriller político y psicológico que implica el tráfico de personas.

Pääskyset olivat jo menneet, mutta kurjet auroittivat taivasta kaulat suorina...", y la voz en finés de Sofi Oksanen leyendo un pasaje de su novela Purga suena como una oración solitaria en un bar en penumbra de cuyo techo caen delgadas columnas de luz. Es el comienzo de un capítulo que condensa en una metáfora la historia que narra y el libro mismo, la de la trágica realidad emocional y política de Estonia en el siglo XX ocupada primero por los nazis y luego medio siglo por la tiranía soviética y la de su estilo. "...Niiden huuto satoi peltoon ja särki Aliiden päätä...", continúa ella hasta acabar la entrevista en Helsinki por una novela que está ganando desde hace dos años los premios más importantes de Europa.

Poco antes de que empezara a leer en finés: "Las golondrinas ya se habían marchado, pero las grullas cruzaban el cielo en formación y con los cuellos estirados...", la escritora fino-estonia, de 34 años, había explicado sus intereses literarios y las cicatrices dejadas en los estonios tras medio siglo de dictadura, vejaciones e impostura y los conflictos del presente como el tráfico de personas. Fue cuando denunció la larga sombra de Rusia: "A pesar de los problemas de la Unión Soviética y las víctimas, uno de los aspectos en el que estoy más interesada es el de los efectos mentales; es un sistema de lavado de cerebro. Incluso ahora que Estonia es un país europeo, podemos hallar pequeñas huellas de esa mentalidad soviética; lleva años, muchos años, lograr que cambien estos aspectos del alma de los ciudadanos y también los valores de la sociedad". Oksanen calla..., coge la taza transparente del capuchino con la espuma secándose por sus paredes y toma su penúltimo sorbo.

Puhdistus. Purga.
Eso es lo que muestra la novela en varios niveles: el político y el social, pero sobre todo, las esquirlas que desprende un férreo sistema en el ámbito personal, psíquico y sentimental. Un mosaico del verdadero corazón de la Estonia bajo el yugo soviético. La escritora describe ese mundo juntando la vida de dos mujeres de diferentes generaciones que deben confrontar su pasado y su presente, Aliide y Zara. Lo narra a ritmo de thriller trenzado de drama amoroso y secretos. Y deja claro cómo algunas felicidades prometidas por ciertos regímenes o personas no son más que una felicidad emponzoñada.

¿Cómo supo ella esas historias? En Helsinki, bajo el azul luminoso dejado por una nevada, Sofi Oksanen llega al bar-nightclub Ahjo abierto para esta entrevista. Atraviesa el vestíbulo de bebidas de colores, baja una corta escalera y se interna en un amplio salón semioscuro. Saluda. Se detiene, y su vestuario de negro riguroso le hace improvisar una fugaz escena del teatro negro de Praga donde su rostro, enmarcado por una abombada melena azabache de rastas, es lo único claro. ¡Solo por tres segundos! Hasta que se quita una bufanda negra que deja al descubierto una gargantilla de perlas gigantes. Da cuatro pasos, pone el abrigo sobre una de las butacas del rincón y se sienta en otra quedando escoltada por la oscuridad esparcida de columnas de luz cenital.

Ella, Oksanen, es el punto de encuentro de dos países hermanados histórica y culturalmente: es de madre estonia y padre finlandés. Además, porque los novelistas estonios no suelen tratar el pasado reciente como ha hecho ella con Purga. Ya antes, en 2003, había llamado la atención con Las vacas de Stalin (451 Editores) al hurgar en la historia de una Europa dividida entre el Este y el Oeste, y dos años después con Baby Jane, sobre la relación entre sus dos países, lo cual le ha llevado a popularizar una Finlandia literaria más allá del long-seller de Mika Waltari, Sinuhé, el egipcio.

En el salón solo se oye su voz, un tris cavernosa, que empieza a reconstruir parte de su pasado y de su familia, esenciales en su obra. Su madre estonia se casó con un finlandés en 1974, dos años después se trasladaron a Finlandia y el 7 de enero de 1977 nació ella. Varias veces la llevaron a ver a sus abuelos que vivían en un koljós, cooperativa agrícola soviética, al oeste de Estonia, en una zona rural militarizada y de difícil acceso... Un camarero se acerca y ella pide un capuchino, en lugar de su habitual café a la hora de escribir y privándose del cigarrillo... Desde pequeña vio, oyó y sintió la auténtica Estonia soviética. Su infancia estuvo poblada de murmullos de historias ajenas, quejas y lamentos. Intuyó el valor de la mentira y la impostura para sobrevivir. Siberia, Siberia.

Una palabra que solía estar en aquellos relatos que se referían a los miles de personas que "se habían ido a vivir a allí. Hasta que en los noventa se le empezó a llamar por su nombre: ¡deportación. Exilio!". Además, el contacto con sus abuelos era complicado. "Los teléfonos estaban intervenidos y no podías hablar de nada abiertamente; sin contar con que encargar la conferencia telefónica era un proceso delicado. Las cartas se censuraban y no podías escribir de ciertas cosas. Mis cartas infantiles, por supuesto, no lo eran. Pero mi madre y mis parientes tenían un código: hacían unas marcas que convertían la frase en todo lo contrario".

Un progresivo y suave aroma de café altera el aire. El camarero vuelve con una taza alta de cristal, rebosante de espuma de capuchino, y una cucharilla de mango largo. Las coloca sobre una mesita negra con un vidrio que las refleja nítidas. Oksanen se inclina a coger la taza y su imagen también se duplica sobre el vidrio, al tiempo que este hace lo mismo sobre sus gafas. Toma un sorbo y misteriosamente sus labios de rojo esquivan la espuma. Retoma la conversación sobre su familia, y pasa a hablar de la Universidad de Helsinki donde estaba un poco harta de investigar y explorar los textos de los demás. Así decidió entrar en la Academia de Teatro y realizar su sueño de dramaturga.

Era el mejor sitio para aprender a escribir, ya que no había talleres de escritura creativa. En febrero de 2007, ya con dos novelas, estrenó su primera obra en el Teatro Nacional de Finlandia: Puhdistus. ¡Éxito! Y ese éxito modificó su destino al querer hacer una versión novelada que publicó en 2008. La transformación de teatro a novela no fue tan difícil. "Los personajes y el mundo ya estaban. El título también". Desde entonces no han cesado las distinciones a mejor libro de Finlandia, del Consejo Nórdico, el Femina de Literatura Extranjera o el Premio Europeo a la Mejor Novela de 2010, y que acaba de editar en España Salamandra, en castellano, y La Magrana, en catalán.

¿Dónde puede estar la clave de su acogida? Sofi Oksanen se acomoda en la butaca mientras recoge su larga melena de rastas, algunas moradas, sobre los hombros. Aparte de la estructura de péndulo, de ir del presente al pasado con tres historias que van armando el puzle de sus vidas en un thriller, es clave el punto de vista del narrador. Uno muy humano que por momentos toma distancia o busca la complicidad del lector o se implica en la historia. "En las primeras versiones de Purga el narrador hablaba en primera persona. Pero en un momento dado lo cambié a la tercera, así adquirió la voz definitiva. Pero es cierto que tanto en Las vacas de Stalin como en la novela que estoy escribiendo, están escritas en la primera persona que me sale natural; aunque en esta última eso puede cambiar".

Los detalles son cruciales en Purga. A veces duros. "Supongo que como se dice, la verdad está siempre en los detalles, y como ha dicho un colega finlandés: si quieres escribir sobre sexo para que no parezca pornografía tienes que ahondar en los detalles. Y es así tanto para el sexo como para la violencia. No me gusta distanciarme. Me gusta que el lector entre en la historia a través de información visual, auditiva; de cómo se sienten las cosas desde el punto de vista material, no olvidar los aspectos sensuales".

Tratar de involucrar los cinco sentidos no fue tan difícil. "En cambio sí lo fue acertar en los detalles del periodo histórico. Son temas que no están en los libros de historia o investigaciones; por ejemplo, la clase de pomo de una puerta o el diseño de las cortinas. Al evocar mi infancia en Estonia recordé hasta qué punto era un mundo diferente del de Finlandia y del occidental", cuenta la escritora en un tono más desapacible. "Debido a la ocupación soviética y al atraso económico era como un museo al aire libre. Esas experiencias de niña han sido clave para mí como escritora".

Y a los recuerdos se sumaron la búsqueda de testimonios y documentación sobre temas cotidianos, de costumbres. La comida tiene un homenaje. Oksanen sonríe complacida ante la reminiscencia. "En Estonia, por ejemplo, al poco tiempo de la crisis se agotaron las existencias de los tarros o frascos porque todo el mundo se puso a hacer conservas como una reacción automática. En cambio, en Finlandia las alacenas están vacías". De pronto, en sus ojos aguamarina se atisba un cambio y su voz se torna entre alegre y nostálgica al decir que investigó en las viejas revistas femeninas estonias. "Entendí que tenía un punto ciego en mi mente de cómo había sido visualmente Estonia en la época presoviética", dice mientras coge la cucharilla para remover el capuchino, y se reaviva la espuma de las paredes de la taza.

Purga comienza y termina en 1992. Un año después de su independencia y tres de la caída del muro de Berlín. Desde esa fecha se recrea el pasado de los personajes y traza un fresco de su presente y del país. "Estonia ha tenido un enorme progreso en 20 años. La verdad es que se han hecho las cosas bastante bien en el sentido de que se ha logrado crear un Estado legal y acabar con la corrupción, con éxito en comparación con países cercanos como Lituania y Letonia. Se ha conseguido reducir el crimen. Estonia tiene ahora el euro, pertenece a la Unión Europea y a la OTAN, lo cual la hace más conectada que Finlandia, que no pertenece a la OTAN. A pesar de la crisis actual, ha conseguido la confianza de la Unión Europea". Y un deje orgulloso se nota en su voz: "El progreso en las tecnologías de la información ha sido sorprendente, es la nación mejor conectada a Internet de Europa".

Pero el pasado sigue ahí. En los mismos dos ámbitos: político-social y personal. "No ha sido fácil curar las heridas. Está mejorando, pero el pasado es complicado. Y lo es de maneras concretas. Por ejemplo, la frontera con Rusia todavía no está ratificada y la gran minoría de ciudadanos de Estonia que hablan ruso son un problema; bueno, ellos no, pero Rusia los está usando en su política exterior. Hace un momento decía que se ha reducido la corrupción, aunque la verdad es que cada tanto sale un asunto donde un político ha recibido un soborno de Rusia y eso genera mucha complicación".

El saqueo de las emociones y sus consecuencias son otra cosa. Como cuando un cuervo se va pero las ondas de su graznido se congelan. "A pesar de los problemas de la URSS y las víctimas, uno de los aspectos en el que estoy más interesada son los efectos mentales, es un sistema de lavado de cerebro. Incluso ahora...", y es cuando se lamenta de las heridas dejadas por el régimen. Calla, toma su penúltimo sorbo de capuchino y deja la taza donde el aire va devorando rápidamente la espuma adherida al cristal.

Puhdistus. Purga.
Los tiempos no acaban de sincronizarse.
El tiempo aún no ha devuelto a algunas palabras mancilladas su real significado.

"En los Estados bálticos, Igualdad es una palabra que aún suena sospechosa, mal, porque oficialmente en la época soviética todo el mundo era igual, pero no lo era. Por lo tanto, sigue sin haber confianza. Sucede lo mismo con la libertad de expresión. Es difícil explicar por qué hay que permitir que se expresen puntos de vista opuestos en defensa del derecho a la libertad de expresión. O por qué hay que proteger a las minorías. Hay cierta desconfianza y se sigue usando una frase antigua: 'Nunca se sabe".

Y aquel presente-futuro de la liberación, reconoce Oksanen, trajo consigo otros problemas, o los hizo visibles. "Cuando empecé no sabía que iba a escribir sobre tráfico de personas. Sí sabía que quería hablar sobre la violación como un crimen de guerra. Descubrí que esas víctimas de diferentes lugares y orígenes religiosos tenían experiencias parecidas. Supe que las víctimas de tráfico de personas tenían las mismas reacciones traumáticas que las de la violación en la guerra. Debía mostrar que incluso la llegada de la libertad no había sido igual para todos. Los países bálticos son muy jóvenes y no han podido desarrollar un Estado de bienestar, de manera que cuando aparece una crisis los golpea de manera brutal".

Toma el último sorbo del capuchino, que saborea hasta el fondo. Ahora sus reflexiones exploran las esclavitudes de la modernidad allí. "El materialismo es una de ellas. Mientras los finlandeses quieren ser dueños de su coche o apartamento, en Estonia lo que realmente importa es aparentar ser rico. ¡Deslumbrar! Los coches de marca y los apartamentos son todos alquilados y la ropa tiene más importancia que para los finlandeses". Hace una pausa para aclarar con un asomo de sonrisa que "Estonia ha atravesado tantos cambios y reformas del suelo que no es aconsejable comprar tierra porque nunca se sabe".

Y tras una sonrisa irónica, llega una frase seria ante la pregunta de la posición, oficialmente neutral, de Finlandia durante la época soviética. "No era realmente neutral. El periodo de la finlandización del efecto que la Unión Soviética tuvo sobre el país fue muy fuerte. Finlandia era independiente, pero todas las decisiones importantes las tenía que aprobar Rusia", y relata algunos episodios en los cuales Finlandia dio la espalda a los estonios. Ahora es distinto, "¡claro!". La relación es más estrecha. Además, muchas empresas finlandesas están presentes allá. Algo que, asegura la autora, debe relacionarse con el descenso de los niveles de corrupción. "Todo esto hace que Finlandia se considere como el hermano mayor de Estonia, y a ellos no les gusta que se les vea como a un hermano menor".

Sofi Oksanen abre un ejemplar en finés de Puhdistus. Se acomoda en el borde de la butaca, la mesita muestra en negativo su cara oculta por la novela, la taza de cristal porosa de espuma y la cucharilla que acoge una chispa de luz, y empieza a leer de manera cautivadora: "Pääskyset olivat jo menneet... Las golondrinas ya se habían marchado, pero las grullas cruzaban el cielo en formación y con los cuellos estirados. Su graznar resonaba por los campos y hacía que a Aliide le doliera la cabeza. Al contrario que ella, las aves eran... Toisin kuin hän, ne pääsivät posi, niillä oli vapaus lähteä...".

Es un sistema de lavado de cerebro. En Estonia aún podemos hallar huellas de esa mentalidad soviética, lleva años lograr que cambien aspectos del alma"
En los Estados bálticos, Igualdad es una palabra que aún suena sospechosa y es difícil explicar la libertad de expresión"

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Medicina naturale


armonia di mente
e corpo


Maggiore sintonia con il corpo e le emozioni per chi pratica la meditazione, che non chi pratica altre attività come, per esempio, il ballo


01/03/2011
Foto: ©photoxpress.com/niceOrange

Si è soliti pensare che tra le persone che sono più in sintonia con il loro corpo ci sono i ballerini, in particolare i professionisti. Tuttavia, uno studio recente sementisce questa credenza. Le persone che sarebbero più in sintonia con il loro corpo, infatti, sarebbero quelle che praticano regolarmente meditazione.

Per arrivare a tali conclusioni, i ricercatori della University of California Berkeley, hanno monitorato le emozioni di persone che meditavano e di ballerini professionisti valutando, al tempo stesso, il tipo di respirazione e la frequenza del battito cardiaco che la pratica induceva. Per far sì che l’esperimento fosse preciso e accurato, i volontari sono stati cablati con elettrodi, al fine di comprendere le loro risposte corporee mentre erano sottoposti a emozioni di vario tipo, come per esempio, guardare un film emozionante.

Durante lo studio è emerso che nonostante i ballerini sviluppano una grande consapevolezza del loro corpo, il loro legame mente-corpo è praticamente lo stesso delle persone normali.
Chi si distingue notevolmente dalla massa è, invece, il praticamente di tecniche meditative come Vipassana, un tipo di meditazione che si concentra sulla consapevolezza del respiro, dei pensieri e del proprio battito cardiaco.

Gli scienziati hanno potuto scoprire nuove connessioni mente-corpo. I partecipanti allo studio erano persone provenienti da centri di meditazione e ballo professionale. I ballerini erano 21 e praticavano almeno da due anni danza classica e/o moderna. Erano sempre 21 anche i meditatori e anch’essi meditavano da almeno un paio di anni. Il gruppo di controllo, invece, era formato da persone che non avevano mai praticato danza, meditazione, Pilates o sport. Tutti avevano un’età compresa fra i 18 e i 40 anni.

Durante lo studio, tutti i partecipanti sono stati in grado di riferire agli scienziati le emozioni che provavano, ma soltanto chi praticava meditazione è riuscito a farlo in maniera accurata. I ricercatori hanno poi valutato le loro affermazioni con quanto registrato dai loro macchinari e l’esito non sollevato dubbi: nessuno è in grado di avere un’adeguata consapevolezza del proprio corpo come le persone che praticano costantemente meditazione.

I ballerini, quindi, sono bravi a concentrarsi sulla musica, sulla postura, sui movimenti muscolari e sullo spazio, ma non hanno maggiori capacità di rilevare le sensazioni mente-corpo di una persona normale.
«Tutti noi parliamo delle nostre emozioni come se fossero intimamente connesse al nostro corpo - come “crepacuore'' e “sangue che ribolle” dovuto alla collera», spiega il dottor Robert Levenson, coordinatore dello studio. Queste capacità «sono tutte molto utili per diventare un ballerino migliore, ma non stringono i legami tra mente e corpo quando c’è un’emozione».

È indubbio che chi pratica assiduamente meditazione ha una consapevolezza del proprio corpo ineguagliabile da chiunque altro e, a quanto pare, anche alle persone che con il proprio corpo hanno sempre a che fare come, in questo caso, i ballerini.

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medicina dell'anima


Consapevolezza: una chiave per affrontare dolore e sofferenza


Trovare rifugio in se stessi e focalizzare le proprie emozioni la chiave per trovare la serenità nelle situazioni più difficili


01/03/2011
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Non è facile convivere con il dolore o la sofferenza, ma spesso queste situazioni ci portano a crescere, se prese come esperienze di vita. La chiave poi sembra la consapevolezza, il focalizzarsi sul “qui e ora”, anziché concentrarsi su ciò che non va o rimuginare sul passato o sul futuro.

Ecco ciò che suggerisce la dottoressa Karen Hilsberg, del Los Angeles County Department of Mental Health in California (Usa) e che riporta sulla rivista Mindfulness.
Questa filosofia di vita, questo modo costruttivo di affrontare le difficoltà è basato sugli insegnamenti del Buddha, scrive la scienziata.

Lo ha sperimentato sulla sua pelle, la dottoressa. Ha sperimentato come questo modo di approcciarsi alla vita l’abbia aiutata a superare un difficile momento occorso nella sua vita: quando il giovane marito è stato colpito dal cancro. L’impatto sulla sua vita e quella della famiglia è stato devastante e, ancora di più, quando è sopraggiunta la morte del marito.

La consapevolezza che qualunque cosa accada nella vita non è mai “per sempre”, l’ha aiutata a superare questi difficili momenti. «Ho imparato per me stessa che la pace non viene da condizioni esterne, ma che la mia vera serenità non può che venire da dentro di me», conclude Hilsber invitando, in questo modo, tutti coloro che si trovano in situazioni difficili a concentrarsi sulla forza interiore piuttosto che proiettarsi all’esterno per magari raccogliere solo delusioni e perdersi ancora di più.
[lm&sdp]

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