FOTOGRAFIA


Mario Testino


El fotógrafo de moda más célebre del momento abre la temporada del Museo Thyssen (foto - Kate Moss)

por Natividad Polido, Madrid
20.09.2010

Mario Testino (Lima, 1954) es el fotógrafo de moda más célebre del momento. Es tan superestrella como las modelos y actrices que posan para él. Los mejores diseñadores y las marcas más señeras se lo rifan. Este año celebra sus treinta años de profesión.
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Y lo hace con una exposición con la que abre temporada el Museo Thyssen. Bajo el título «Todo o nada», y patrocinada por Lancôme - firma con la que lleva mucho tiempo colaborando-, esta muestra reúne, hasta el 9 de enero de 2011, una selección de 54 fotografías, centradas tanto en la moda como en el desnudo, y que han aparecido en revistas como «Vogue» o «Vanity Fair».

No es su primera incursión en el mundo de los museos. Ya mostró sus retratos en la National Portrait Gallery de Londres, ciudad donde reside desde 1976. En esta ocasión ha querido hacer «un proyecto más audaz, personal y arriesgado», como ha recordado esta mañana en la presentación de la exposición Guillermo Solana, director artístico del Thyssen.
(foto - Claudia Shiffer)

Mario Testino no es nada divo, como podría preverse. Vestido de riguroso azul marino, elegante e impecable, el fotógrafo atendió a todos los medios muy afable. Confesó que no siempre le ha ido tan bien como ahora, que el éxito no le ha caído del cielo («durante 15 años estuve en deuda con mi banco»), que ser fotógrafo de moda «es una lucha»... Cree Testino que «muchos artistas se han apropiado de mi trabajo, haciéndolo suyo».
Aunque le cuesta decantarse por una fotografía en concreto de las muchas que ha hecho en estas tres décadas (cinco al día, comenta), al final se decanta por «un desnudo de Demi Moore. Si fuera mujer me encantaría tener su cuerpo». Pero entre las numerosas mujeres que ha retratado destacan dos muy especialmente: su amiga Kate Moss, a quien acaba de dedicar un libro («tiene mucha energía, curiosidad, sentido del humor»), y la desaparecida Diana de Gales, cuyas fotografías para «Vanity Fair» pocos meses antes de morir dieron un vuelco en la imagen pública de la princesa.

Un fotógrafo con mucha personalidad
Ante su cámara se han desnudado las mujeres más deseadas del planeta: Claudia Schiffer, Kate Moss, Naomi Campbell, Gisele Bundchen, Natalia Vodianova, Kate Winslet, Gwyneth Paltrow, Madonna... No está de acuerdo Mario Testino con aquellos fotógrafos que perciben a las modelos como «robots»:

«Muchos prefieren verlas como un lienzo vacío donde ellos poder pintar. Para mí la persona es muy importante. La belleza en sí no tiene interés para mí; me interesa la personalidad». Como buen latino, ha bebido de la tradición pictórica española: «Crecí influenciado por España, por la iluminación de su pintura. Pero ésta es muy oscura: El Greco, Zurbarán... Mi trabajo es más solar y colorido». Coleccionista de arte contemporáneo, a Testino le interesan muchas cosas: «Soy sumamente curioso, soy insaciable». Piensa que «hay más problemas por la obesidad que por la anorexia. Muchas modelos son flacas porque son jóvenes, no porque sean anoréxicas».
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Catherine Zeta-Jones nua aos 40:
ela é assim ou foi ao Photoshop?

por Maria Catarina Nunes
15.04. 2010

Catherine Zeta-Jones posou pela primeira vez, completamente nua, para uma sessão fotográfica da revista feminina "Allure". As imagens da actriz, com 40 anos, estão a causar espanto pela surpreendente forma física e já deram origem a um debate nas redes sociais sobre se terão sido alteradas em Photoshop.Zeta-Jones disse na entrevista que perdeu muitos quilos depois de fazer "A Little Night Music", um musical da Broadway. Afirmou estar orgulhosa com o seu corpo e aparece muito sensual nas fotografias, em especial numa delas.No Twitter, as mensagens vão desde os elogios a alguns comentários mais cépticos. "A Catherine Zeta-Jones está tão retocada na capa da "Allure" que até parece uma aguarela", dizia um dos tweets. Será que as fotografias foram alteradas?


O Photoshop comemora 20 anos com festa

por Tiago Guerreiro da Silva
18.02 2010

O Photoshop, um dos programas de computador mais famosos do mundo, fez ontem 20 anos. O programa da Adobe foi criado para retocar fotografias que fossem digitalizadas e rapidamente se tornou uma ferramenta útil a qualquer fotógrafo. É tão popular que se tornou um verbo.

A Adobe tem celebrado este 20º aniversário do Photoshop com festas um pouco por todo o mundo. Hoje, a americana Associação Nacional de Profissionais do Photoshop está a preparar uma festa com mais de mil convidados em São Francisco.
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LIVRO

Benjamin Moser- "Clarice Lispector é mais lida do que Jorge Amado"

por Bruno Vieira Amaral
21.09. 2010

O escritor norte-americano esteve em Portugal para apresentar "Clarice Lispector - Uma Vida" ("Why This World", no original), a excelente biografia da escritora brasileira

Americano, 34 anos, há oito a viver na Holanda, colaborador regular da "New York Review of Books" e da "Harper''s Magazine", Benjamin Moser estreou-se com a biografia de Clarice Lispector, um nome maior da literatura brasileira mas pouco conhecido no mundo anglo-saxónico. Sobretudo por este motivo, o projecto era arriscado, mas a recepção crítica surpreendeu o próprio autor. O "The New York Times", por exemplo, falou de uma obra "ardente" e "intelectualmente rigorosa". Para Moser, "foi uma reacção enorme, que não esperava".

Mas como é que um americano chega até à obra de Clarice e decide escrever a biografia, sabendo que "nem sequer havia uma biografia de um escritor brasileiro em língua inglesa"? A resposta é comum. Tudo começou por acaso: "Eu queria estudar chinês na faculdade - coisa idiota - e fracassei no primeiro ano. Como tinha de fazer outra língua estrangeira, caí nesse negócio sem saber nada de Portugal e sem muito interesse inicial."

Como dá para perceber pelo tempero tropical do idioma, Moser não fracassou na língua portuguesa. É no seu português perfeito que nos explica a entrada de Clarice na sua vida: "No terceiro semestre, uma das obras que lemos foi ''A Hora da Estrela''. Fiquei deslumbrado. Lembro ainda a primeiríssima página que li. Mais tarde, fiz uma viagem de ônibus entre o Rio de Janeiro e Buenos Aires e comprei ''A Paixão Segundo G.H.'' Dessa viagem a única coisa que ficou comigo foi esse livro. Fiquei enfeitiçado."

A decisão de escrever a biografia não foi imediata. Moser esperou "que outra pessoa a fizesse, mas ninguém fez e sobrei eu". Quando se mudou para a Holanda, começou a reler a obra de Clarice e quanto mais lia, mais fascinado ficava: "Eu queria fazer alguma coisa, mas não sabia como. Nos EUA ninguém sabia quem era Clarice e eu teria de explicar às pessoas essa paixão que tenho por ela."

Foi a própria história de vida da escritora que o motivou: "Tem autores que não são interessantes de um ponto de vista biográfico, mas a vida de Clarice era tão louca quanto a sua obra. É uma vida cinematográfica, dramática. Se você colocasse isso num romance ninguém acreditaria." Não há como não concordar.

De origens muito humildes - no início da década de 20 a família fugiu da Europa para escapar às perseguições contra os judeus - Clarice veio a casar-se com o diplomata Maury Gurgel Valente e viveu em Nápoles, Genebra e Washington. Nessa altura já marcara o seu território na literatura brasileira com o romance de estreia, "Perto do Coração Selvagem".

Uma obra que lhe valeu comparações com Virginia Woolf e James Joyce, apesar de muitos verem Clarice como uma escritora sem cultura, uma "falsa primitiva": "A Elizabeth Bishop [poeta norte- -americana que viveu no Brasil] falou isso, mas a Clarice foi uma das mulheres mais cultas da sua geração. Só que não estava interessada num conhecimento wikipédico, queria um conhecimento mais profundo. A necessidade dela não é artística, é mística, religiosa."

O maior contributo de Moser passa por uma leitura da obra de Clarice à luz da tradição judaica e da própria experiência do povo judeu enquanto povo-mártir: "Tudo o que aconteceu aos judeus historicamente, desde Portugal até à Alemanha, tudo isso lhe
aconteceu pessoalmente. As experiências do exílio e da perseguição foram marcantes."

A mitologia à volta de Clarice é quase tão fascinante quanto a própria vida. Moser não considera que a escritora contribuísse para alimentar o mito, "acontece que ela era mesmo diferente, ela era marcante, bonita, genial, escreveu livros loucos e era natural que uma pessoa tão interessante tivesse esse mito à volta."

Mas será que Clarice é efectivamente lida ou tornou-se num ícone cultural? "Ela virou ícone porque era lida. Não é que as pessoas gostem de Clarice, no Brasil elas amam Clarice." Moser pergunta-nos se ela é conhecida em Portugal. Respondemos que não é desconhecida, mas em popularidade não é Jorge Amado: "Já nem Jorge Amado é Jorge Amado. No Brasil as pessoas lêem-no mas... Clarice agora é mais lida do que ele."
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BRASIL

“Lula jamás patrulló a la prensa y siempre nos sometimos a la crítica”

El presidente del PT, Eduardo Dutra, rechazó así las objeciones del opositor José Serra y lamentó las denuncias de corrupción contra el gobierno. En un diálogo con Clarín, el dirigente petista sostuvo que “a la oposición le falta proyecto”.

Por Eleonora Gosman, enviada special a Minas Gerais
22.09.2010
Foto - EN CONFIANZA. UN INTERCAMBIO DE OPINIONES ENTRE EDUARDO DUTRA Y LULA. DUTRA, UN GEOLOGO, TAMBIEN FUE PRESIDENTE DE LA ESTATAL

Podrán sentirse crispados por la sucesión de denuncias sobre presuntos hechos de corrupción destapados por la prensa brasileña y que provocaron la renuncia de una ministra y de un director de la estatal Correos de Brasil. Pero no forma parte de su menú enjuiciar a medios periodísticos , dijo el presidente del Partido de los Trabajadores, (PT) José Eduardo Dutra. En una entrevista exclusiva con Clarín , el dirigente lamentó que el candidato opositor José Serra “quiera transformar esas denuncias de casos policiales, y no políticos, en ataques contra la campaña de nuestra candidata, Dilma Rousseff”.

En la conversación con esta corresponsal, en Minas Gerais, Dutra sostuvo que el uso electoral de los episodios “reflejan que a la oposición le falta proyecto propio”. Reiteró que el gobierno de Lula “jamás patrulló a la prensa” al tiempo que mencionaba, como si se tratara de un sacerdocio, el hecho de que el PT se sometiera “siempre a las críticas”.

El viernes último durante un acto en Campinas, poco después de esta entrevista, el presidente Lula da Silva subrayó que “algunos diarios y revistas” actuaban como “si fueran partidos políticos”, en relación a las denuncias que involucran a ex altos funcionarios de su gobierno y que podrían haber afectado a la candidata Rousseff.

Según el jefe de Estado, “no soy yo quien los va a censurar. Es el telespectador, el oyente y el lector”.

En el reportaje con Clarín , Dutra juzgó también que el tono cada vez más mordaz del postulante socialdemócrata Serra se debe a los resultados negativos que le muestran las encuestas y “al aislamiento político dentro de su propio partido”. No obstante, Dutra está convencido de que, luego de las elecciones, las distintas organizaciones políticas sufrirán reordenamientos y la “oposición se tornará más propositiva y civilizada” .

Dutra es diputado federal, pero ya ejerció el cargo de senador. Entre 2003 y 2005 fue el titular de la mayor empresa estatal brasileña: Petrobras. Durante años revistó en esa compañía como profesional (es geólogo). Después de esa experiencia dirigió Petrobras Distribuidora. En 2009 fue electo titular del PT, en elecciones internas. Y desde ese puesto es uno de los principales comandantes de la campaña de Dilma.

Todas las semanas surge alguna denuncia sobre casos de corrupción en altos niveles del gobierno ¿Qué medidas piensan tomar para probar la inocencia de su partido y de la candidata oficialista Rousseff?

Nosotros somos los primeros interesados en que los hechos sean esclarecidos lo más rápido posible. Fuimos a la Policía Federal con las denuncias para que inmediatamente los investigue. Pero lo que no podemos admitir es que algunos episodios, más policiales que políticos, sean transformados en instrumentos de ataque contra nuestra campaña.

¿Qué razones tendría Serra para, como usted señala, transformar las denuncias en ataques a Rousseff? ¿Se debe a que ambos candidatos compartan proyectos similares?

Lo que esa actitud refleja es que a la oposición le falta proyecto. Pasaron 7 años y 8 meses de gobierno del presidente Lula con durísima críticas a su gestión por parte del arco opositor. Pero ocurre que ahora, en vísperas de la elección, vienen a darse cuenta de que el discurso de todo este período choca contra lo que piensa la mayoría de la población. Eso los obligó a buscar algún mecanismo artificial para atacar la candidatura de Rousseff. Ahora, nosotros hemos dicho que no vamos a entrar en esa indignidad. Lo que queremos es discutir proyectos.

Pero también podría ocurrir que ambos partidos mantengan proyectos muy similares. Y, en ese contexto, la alternativa que resta al candidato opositor es cuestionar la corrupción y la ineficiencia.

Eso de que el PSDB (los socialdemócratas) y el PT tienen la misma política económica es una falacia que trata de transmitir la oposición. Justamente, la crisis de 2008 echó por tierra esos argumentos. Durante el gobierno de Fernando Henrique Cardoso, con sus políticas económicas, se permitió que la crisis que se desarrollaba en la periferia del capitalismo mundial mandara a Brasil a la quiebra. Nosotros acabamos de atravesar la peor crisis del capitalismo: Brasil sufrió las consecuencias como todo el mundo, pero sintió un impacto mucho menor que los países centrales y fue gracias a las medidas que se adoptaron y que eran opuestas a las que tomó Cardoso.

¿Ustedes creen en una suerte de conjura contra Dilma?

Lo que vemos es cierta mala voluntad de algunos sectores de la prensa respecto de nuestra candidata. Pero no nos interesa emprender ninguna clase de acción, ni penal ni de cualquier otro tipo, contra los medios. La oposición trata de asustar a los electores con la idea de que el gobierno federal y el PT quieren intimidar o censurar la prensa. Pero nosotros creemos que la prensa desempeña su papel. Por eso siempre nos sometimos a sus críticas y jamás la patrullamos.

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POESIA

Marilyn Monroe y su pasión por la poesía

A 48 años de su muerte, editarán “Fragmentos”, un libro con textos inéditos de la actriz que saldrá a la venta en octubre.
19.09.2010

Marilyn Monroe es una de las actrices más famosas de Hollywood y también uno de los principales símbolos sexuales de todos los tiempos. Sin embargo, en octubre próximo se conocerá una faceta algo desconocida de la rubia: su pasión por la poesía. Esto será a través de la edición del libro “Fragmentos”, con textos de su autoría.

Esta novedad llega a 48 años de la muerte de la actriz y, según lo que informaron, la mayor parte de las poesías, cartas, notas y escritos inéditos de Marilyn datan de los años cincuenta, cuando dejó Hollywood y se instaló en la ciudad de Nueva York. Además, incluye una serie de fotografías inéditas de la actriz.

El libro será editado por el francés Bernard Comment y el productor de cine estadounidense Stanley Buchthal. Saldrá publicado entre el 7 y el 10 de octubre en una decena de países, entre ellos, Francia (Editorial Seuil) y Estados Unidos (Farar, Straus & Giroux).

Pero si los libros sobre Marilyn se cuentan por centenas, “la diferencia -subraya Bernard Comment- es que ‘Fragmentos’ es un libro de y no sobre. Aquí se trata del mundo visto por los ojos de Marilyn, una mirada exigente, una lucidez despiadada, y textos que parecen escritos para comprender el mundo como ella lo descubre”, según publicó el diario español La Vanguardia.

En relación a esta novedad, se recordó la vasta biblioteca de la actriz, que incluía libros de poemas de reconocidos autores. La misma fue subastada en 1999 en la casa Christie's, a beneficio de una asociación de caridad para escritores necesitados
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“Viva Elvis – The Album”

Adelanto del “nuevo disco” de Elvis Presley
16.09.2010

El 8 de noviembre se estrenará el primer “nuevo disco” de Elvis Presley en 33 años, “Viva Elvis – The Album”. Las canciones fueron tomadas del espectáculo “Viva Elvis” que el Cirque Du Soleil realiza en Las Vegas desde principios de año. El tema “Suspicious Minds” es el primer corte de difusión.

“Antes de Elvis no había nada”, dijo John Lennon. Porque después del Rey del Rock el mundo fue y sonó diferente. Con el movimiento de sus caderas y el poder de su voz, Elvis derribó barreras, destruyó las convenciones musicales y revolucionó los mundos de la música, del cine y de la moda. Esta obra evoca el espíritu y la esencia de Elvis en una amplia variedad de escenarios musicales.

El espectáculo que el Cirque du Soleil realiza en Las Vegas es una fusión de baile, acrobacia y música en vivo como tributo a la vida y música del Rey. Momentos significativos de su vida -íntimos, divertidos, y grandiosos- se mezclan con canciones que no conocen del paso del tiempo y que hoy permanecen tan actuales como lo fueron cuando llegaron a la cima de las listas de éxitos por primera vez.

“¿Qué sería de las canciones de Elvis si él hoy las grabara por primera vez?”, se pregunta el productor del álbum y arreglador Erich van Tourneau, director musical y arreglador de “Viva Elvis” del Cirque du Soleil. “Nos disponemos a evocar el espíritu y el alma de Elvis Presley construyendo un puente entre su música y las futuras generaciones de fans”. Van Tourneau y su asistente, Hugo Bombardier, pasaron miles de horas revisando álbumes, películas, grabaciones de conciertos, entrevistas y grabaciones caseras de Elvis. En ese lapso, se hicieron más de 17 mil muestras de canciones de Elvis, lo que constituyó el material en crudo para el show.

Van Tourneau y Bombardier con frecuencia fundieron varias secuencias y sonidos en la misma canción, mientras trabajaban con cientos de muestras de la voz de Elvis, a veces cambiando el tono y el tempo. Al crear “Viva Elvis - The Album”, Van Tourneau buscó acentuar y aumentar la carga emocional de las canciones con la incorporación de reggae, punk o elementos de hip-hop en las grabaciones clásicas. Igualmente, en todos los casos, se respetó la esencia de las grabaciones originales.
El disco incluye canciones de sus comienzos, la fama que alcanzó en los años cincuenta, las bandas de sonido de sus películas, su regreso triunfal en el “Especial de 1968 –‘68 Special-”, y sus innovadoras presentaciones en Las Vegas. “Burning Love”, “Suspicious Minds”, “Blue Suede Shoes” y “It's Now or Never” son algunas de las canciones que fueron transformadas y recreadas en el álbum.
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Chau Lula: La felicidad no tiene fin

A tres semanas de las elecciones en Brasil, Clarín recorrió el emblemático estado de Pernambuco, que salió de la miseria en la presidencia de Lula, autor de una transformación social sin precedentes.

Por Gustavo Sierra, Recife
12.09.2010

¿Por quién va a votar? -Por Lula. -Pero si Lula no es candidato. -No importa. Yo voto por Lula. El diálogo absurdo se repite decenas de veces. La gente más pobre del nordeste de Brasil no repara en formalidades. Cree en un solo político. Uno como ellos que gobernó en los últimos ocho años y que logró que 90 millones de personas tuvieran algún tipo de ascenso social. -Y si Lula no aparece en la boleta, ¿por quién va a votar? -Por Dilma, que es Lula.

Dilma Rousseff, la candidata del Partido de los Trabajadores (PT) del presidente Lula da Silva, que lidera las encuestas para las presidenciales del 3 de octubre con un 50% de intención de votos y supera a su rival más próximo el socialdemócrata José Serra por más de 22 puntos, pasa a representar al líder por el que toda esta gente esparcida por la mítica tierra de Pernambuco hoy le pide que se quede, o por lo menos, que se convierta en el garante de que nada va a cambiar. Lula está dejando su gobierno con un 77% de aprobación a nivel nacional y un inédito 96% en esta región del nordeste.

Y es que nunca antes en la historia de este país se había producido uma transformación social y económica como la que se vivió en los últimos 15 años, con la estabilidad que trajo Fernando Henrique Cardoso y, por sobre todo, la redistribución realizada en los ocho años de Lula. El PBI brasileño va a crecer este año, al menos, un 7%, una de las mayores expansiones detrás de China. De acuerdo al FMI, en la última década Brasil tuvo un aumento de un 163% en su renta per cápita. En el 2011 se prevé que traspasará la maravillosa barrera de tener cada brasileño un promedio de 10.000 dólares al año. Un ejemplo concreto de que este crecimiento está llegando a los más pobres puede ser el de la cifra de planchas y licuadoras vendidas sólo en el primer semestre de este año: 10,3 millones. O que en este 2010 hay 22 millones de familias reformando o construyendo sus casas. O que el uso de tarjetas de crédito aumentó un 20% en el año, el crecimiento más grande registrado en el planeta.

Y todo esto, por supuesto se traduce en la felicidad y el bienestar de muchos. En la calle Alfonso Pena del tradicional barrio de Boa Vista, en el centro de Recife, me encuentro con un grupo de vecinos jugando al dominó frente a un conventillo medio derruido. Los cuatro jugadores Valmi, Fernando, Beté e Isa, que van de los 20 a los 50 años, coinciden en que están mejor que hace cinco años. “Lula es legal”, dice Valmi y todos dicen “si, si” ríen y levantan el pulgar tratando de que las piezas no se les caigan de las manos. “Hay trabajo, hay subsidios para estudiar, hay crédito…Lula lo hizo bien. Lo hizo por nosotros”, remata Fernando que viene de un pueblo del sertao pernambucano cercano a donde nació el presidente.

La revista Istoé hablaba hace algunas semanas de “la generación del bienestar” y decía que existe un consenso entre los economistas de que hay una relación muy estrecha entre el aumento de la renta de las personas y la sensación de felicidad, particularmente en los países en desarrollo. En un país rico tener un poco más o menos de dinero no hace grandes diferencias. En cambio, para los que no tienen nada, como era la situación de casi 100 millones de brasileños hasta la década pasada, un subsidio de unos pocos reales significa un cambio profundo. Y la clave de esto está en la llamada “Bolsa Familia” un subsidio que da el gobierno a todas las madres pobres proporcionalmente a la cantidad de hijos y los estudios que éstos realicen. “Este programa es una transferencia directa de recursos que beneficia a 42 millones de personas. Nunca antes había sucedido algo así. Es la mayor redistribución de ingresos jamás emprendida aquí”, explica Ermani Carvallo, coordinador del programa de posgraduados de Ciencias Políticas de la Universidad Federal de Pernambuco.

Susana Helia es una chica de 25 años, con tres hijos pequeños y otro por nacer en unos pocos días. Se mueve entre la gente del mercado popular de Santo Antonio. “Hoy cobré el Bolsa Familia. Recibo 185 reales (115 dólares) por los meninos. Vine a ver si puedo comprar un poco de carne barata. En la favela donde vivo todo es muy caro”, dice Susana, mientras sus hijas juegan con el agua podrida de la calle. No le alcanzará para todo el mes, pero esos 185 reales son sólo de ella y los niños. Su marido, alcohólico, no los puede cobrar. Una vez que tenga al nuevo bebé se va a anotar en una escuela de peluquería gratuita para intentar cambiar de vida: “Hay mucho trabajo en peluquería”. Dice no saber nada de política pero que va a “votar por Lula”. “Gracias a él mis hijos pueden comer”, dice con los ojos brillosos, junto a un árbol.

Y no son sólo los más pobres. Los empresarios apoyan en un porcentaje muy alto al gobierno del socialista PT. Tomo una caipirinha con el constructor Manoel Nunes en el bar Central del barrio de Santo Amaro. Él cuenta que está levantando 1.500 casas en tres pueblos alrededor de Recife y que nunca antes hizo tan buenos negocios. “Cuando Lula llegó al gobierno, la verdad es que teníamos miedo. Pensé que era un loco izquierdista. Pero poco tiempo después me di cuenta que era un gran líder y muy centrado. Comenzó a dar crédito y muchos trabajadores salieron a buscar casas. El negocio creció a una velocidad increíble. Hoy tengo 1.000 personas trabajando directa o indirectamente conmigo”, dice. Se refiere al financiamiento inmobiliario que en los primeros seis meses de este año sumaron 3.400 millones de reales, unos 2.000 millones de dólares.

Nunes también habla del desarrollo en el interior. Voy a comprobarlo. Hago 250 kilómetros por la ruta 232 hasta Arcoverde y doblo en la 424 para pasar por Caetés, el pueblo donde nació Lula, y luego retornar por Garanhuns hacia Recife. Hasta hace 20 años esto era un desierto. Millones de personas escapaban de la pobreza y se iban a San Pablo, la gran ciudad industrial del país. Hoy, esta geografía se modificó. Un acueducto que traspasa la zona hizo posible que se desarrollara la agricultura. Y a su alrededor florece una agroindustria de nivel internacional gracias a los incentivos que dio el gobierno para zonas desprotegidas. A esta región, que era históricamente la más desprotegida, se le transfirió más riqueza que a cualquier otro punto del país. El sertao pernambucano está desconocido. Y no es sólo agricultura. El puerto de Suape ya tiene 70 grandes compañías internacionales trabajando allí; construye más de 20 barcos y levanta una refinería impresionante junto a capitales venezolanos.

De regreso a Recife me topo con otro buen ejemplo de progreso. Josue de Oliveira, 48, sale de la casa de materiales de construcción Achaqui, en la calle Duque de Caxias. Lleva varias latas de pintura, bolsas de yeso y diluyentes. También cuatro chapas de zinc. Parte de la pintura es para un vecino al que le está haciendo un trabajo de reparación. El resto, es para levantarse una mediagua en el barrio de Baixada, donde vive con su mujer y seis hijos. “Siempre construí para otros. Ahora voy a hacer una pieza bien legal (muy buena) para mis hijas más grandes”, comenta Josue mientras sube las latas en la camioneta destartalada de un amigo. Camino a su barrio tendrá que pasar el puente sobre el río Capibaribe donde podrá ver una enorme favela levantada sobre pilotes que son arrasados con cada crecida. Allí la pobreza tradicional brasileña que afecta al 40% de la población sigue intacta. Hasta ese lugar todavía no llegó el crédito ni la posibilidad de construir nada. “No hay trabajo para gente como yo. Ahora hay que ser un operario especializado para que te tomen en una constructora. Y el Bolsa Familia no da para que comamos los diez que somos nosotros. Nos obligan a salir a robar”, dice Luiz, un garoto de 21 años y un rostro curtido por la vida en la entrada de la Ilha do Leite.

Las voces críticas también se hacen escuchar dentro de la campaña electoral. El martes pasado, en los festejos del Día de la Independencia marcharon por la avenida Boa Vista las organizaciones de izquierda extraparlamentaria que piensan que el gobierno dejó a mucha gente fuera del progreso. Una enorme columna, llena de color y música, con una gran bandera en la que se leía “El grito de los excluidos”, avanzaba lentamente. Muchos exhibían carteles a favor de la candidatura de Dilma. ¿No es esta una gran contradicción?, pregunté a Roberta da Silva, una mulata que bailaba entusiasmada. “No, nosotros somos el apoyo crítico del PT. Pensamos que hay que profundizar las políticas sociales y hay que empezar a perjudicar un poco más al capitalismo. Votamos por Dilma para que lo haga”, dice antes de seguir sambando.

El profesor Marcos Costa Lima, del Centro de Filosofía y Ciencias Humanas de la Universidad de Pernambuco, explica así lo que sucede. “La verdad es que Lula arrasa con toda la política. Hay muy pocos que se atreven a enfrentarlo. La gran mayoría de los coroneles (caudillos) locales presentan candidatos propios a nivel estatal pero apoyan a Dilma a nivel nacional”, sostiene. “Por eso es bueno que exista una oposición que presione. Acá aún queda pendiente una gran reforma política que modernice el sistema. Y también una reforma de la tenencia de la tierra. Si Dilma no emprende esto que le quedó pendiente a Lula, le va a ser difícil avanzar”, afirma Costa Lima. “Nos falta mucho por hacer -explica Jorge Pérez, el veterano líder del PT de Pernambuco y ex diputado, cuando charlamos en su oficina comiendo abacaxi (ananá) dulce- pero lo que hicimos fue monumental. Tenemos orgullo como generación por lo que estamos haciendo en términos históricos”.

A pocos metros de donde marchan los “excluidos” se desarrolla el desfile oficial que comienza con el paso de decenas de fantásticas bandas de las escuelas secundarias de Recife y termina con una parada militar. Unas 20.000 personas están en las tribunas. Agitan banderas verde-amarelas y se mueven con enorme gracia ante los diferentes ritmos. Me subo a una de las gradas y hago una pequeña encuesta. Todos dicen estar mucho mejor que hace ocho años. La mayoría cuenta que en los últimos meses compró a crédito lo que siempre había soñado con tener. Esto explica que entre enero y julio se hayan vendido 1,9 millones de autos fabricados enteramente en el país. En el mismo período se vendieron 6,4 millones de televisiones. A fin de año se habrán vendido 14 millones de computadoras, lo que convierte a Brasil en el tercer mercado mundial detrás de Estados Unidos y China. Y para la Navidad, las asociaciones nacionales de comerciantes prevén vender por 9.800 millones de reales (5.700 millones de dólares).

Pasa la banda de la escuela Pessoa tocando A Felicidade, el tradicional samba de Antonio Carlos Jobim y Vinicius de Moraes. “Tristeza nao tem fim, felicidade sim”, tararea la familia Oliveira que tengo a mi lado. Pero acá bajo este sol de primavera, con la brisa que llega de la bahía, los chicos desfilando con enormes sonrisas, la gente tranquila y divertida, pareciera que lo único que no tiene fin es esta felicidad que está disfrutando hoy la mayoría de los brasileños.
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